Vice-presidente Paulo Cezar Tavares ao lado do carro elétrico desenvolvido pela CPFL Energia: atualmente em teste
Carro elétrico, fabricado com alumínio, tem capacidade para rodar entre 90 e 120 quilômetros a uma velocidade de até 80km/h, com bateria de lítio. Tem capacidade para dois passageiros e 350 quilos de carga.O futuro já chegou, mas é preciso vencer a barreira tributária. Pelo menos é essa a conclusão dos palestrantes do 1º Workshop de Tecnologias de Veículos Elétricos, organizado pelo Instituto Nacional de Eficiência Energética (INEE) e pela Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE), na CPFL Cultura, em Campinas. Além do seminário, que continua até quarta-feira (11/11|) , o local abriga uma exposição com os veículos elétricos e as tecnologias utilizadas na fabricação.
Os primeiros modelos de veículos elétricos deverão chegar ao Brasil no ano que vem. “As pesquisas têm evoluído de modo satisfatório. Existem problemas, no entanto, para o setor tecnológico reduzir custos. O exemplo é a bateria. Se for de grande capacidade, para ter uma autonomia maior, vai pesar muito e encarecer o produto”, afirma o diretor-presidente da ABVE, Pietro Erber.
Outro problema é a carga tributária. “Enquanto o IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) do carro movido a gasolina é de 12%, ou de 7% se for 1.0, o automóvel elétrico tem IPI de 25%. Não existe ainda na legislação brasileira a tipologia do IPI para veículos elétricos, que acabam entrando na categoria de ‘Outros’”, revela Erber.
As vantagens dos veículos elétricos são a ausência das emissões de gás carbônico (ou gases tóxicos) e ausência de ruídos. A manutenção do motor também é apontada como um fator positivo, uma vez que não há desgaste das peças pelo combustível. A utilização da tecnologia já está disponível para carros, motos e ônibus.
Exemplo
A CPFL Energia apresentou ao público, hoje (9/11), o primeiro carro elétrico desenvolvido pela empresa em parceria com a Edra Automotores. O carro, fabricado com alumínio, tem capacidade para rodar entre 90 e 120 quilômetros a uma velocidade de até 80km/h, com bateria de lítio. Tem capacidade para dois passageiros e 350 quilos de carga.
De acordo com o vice-presidente de gestão de energia da CPFL Energia, Paulo Cezar Tavares, foram necessários cinco meses para a concepção do projeto e construção do veículo. “O motor elétrico é mais eficiente que o movido a gasolina e a expectativa é que nos próximos meses possamos fazer uma produção em larga escala”, afirma Tavares, sem citar uma projeção exata da quantidade de veículos ou o valor de cada um.
“Existe um projeto para que esse veículo seja utilizado por empresas de transportes. Um veículo será emprestado em comodato para os Correios testarem. O modelo é ideal para o uso urbano e comercial”, acredita.
No momento, o carro elétrico da CPFL terá uso interno, mas poderá ser integrado à frota da companhia para atendimento ao público quando estiver homologado junto aos órgãos competentes. Até o final do ano, a empresa espera utilizar outros três veículos elétricos.
Leia reportagem completa na edição do Correio Popular do dia 10/11/2009